terça-feira, 13 de agosto de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
Rádio Havana Cuba

No meu "zaping" radiofónico habitual deparei-me com a emissão da Rádio Havana Cuba num programa do tipo que tinha a RDPi, que era sobre o correio dos leitores.
Depois de escutar um pouco, fui ao site da rádio e enviei a minha reportagem via e-mail e, para meu espanto, recebo a QSL da emissora. Sinceramente não esperava resposta em papel já que enviei a reportagem por via electrónica.
Assim sendo, a Rádio Havana Cuba é a minha 1ª emissora estrangeira a responder a uma reportagem minha.
domingo, 23 de setembro de 2012
EH3MGY
terça-feira, 14 de agosto de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Telegrafia, um mundo à parte.
Isto que escrevo já não é novidade para ninguém e deve que ser lido como incentivo aos colegas que estão a participar no/s curso/s de telegrafia que se vão fazendo. Enquanto CT2, e na antiga legislação, as bandas em que eu podia operar eram pequenas já que o “sumo” do DX se encontrava nos 20 e nos 10 metros. Assim sendo, comecei a aprender sozinho a telegrafia, para assim, poder ascender ao tão ambicionado CT1 para poder desfrutar das bandas onde o DX prolifera. Tudo começou com o colega Pombeiro Brás-CT4AH (SK) nos 145.350 divulgando ele as maravilhas que se podia fazer com a telegrafia que, com baixa potência, se poderia trabalhar o mundo. Foi o clique final. Entretanto passou muito tempo. Tentativa, entusiasmo, não sou capaz, sou sim senhor, agora é que é, ou não...enfim. Depois de muito “sofrer” e escutar no MP3 dias a fio as aulas que constam no programa do colega G4FON, lá fui a exame e à segunda tentativa consegui o tão ambicionado no Certificado de Amador em que consta Telegrafia (Morse) Habilitado. Um dia, na habitual escuta diária, eis que escuto um CT nos 15 metros. Quem será? Deixa lá escutar como deve ser para não “meter água”. Como o colega em questão estava a transmitir muito rápido tive dificuldade. A custo lá consegui entender. Era a estação CT1AOZ. E agora? Respondo ou não? Eh pá vou arriscar. Com as mãos a tremer e a transpirar lá enviei o meu indicativo. Os colegas não imaginam a alegria que tive em escutar em resposta o meu indicativo em telegrafia. Foi indescritível. A alegria que senti foi proporcionalmente grande em relação à dificuldade que tive na aprendizagem, o que deu um maior gosto , sentimento de vitória e de realização pessoal. Como é apanágio dos telegrafistas, o colega José Albuquerque baixou a velocidade fizemos o QSO básico que, no fim, enviei-lhe um mail a desculpar-me da quantidade de erros que cometi. Resposta do colega José foi que estava bom e agora era só RST, nome e …“mais nada”. Obrigado colega José Albuquerque já que as suas palavras foram “o” incentivo para perder o medo da chave. Depois foi os procedimentos. Como é que eu faço quando escutar uma “figurinha”? Aí contei com as dicas do CT1GFK, obrigado Tó Zé. Mais recentemente foi a preciosa ajuda do colega Alcides-CT1JQK que teve a “pachorra” de me aturar nos 10 metros enviando textos e palavras aleatórias em que depois se fazia a correcção da aula no VHF. Isto tudo serve para tentar demonstrar a quem está a aprender ou pensa em aprender telegrafia que, apesar de ser um pouco difícil, não é nada de outro mundo e com ajuda conseguem dominar a telegrafia. Poderão agora perguntar, então mas qual o porquê de ser um mundo à parte? Simples. Pode-se operar com baixa potencia, trabalha-se figurinhas que se não fosse em telegrafia provavelmente nunca o trabalhava e não causa QRM em casa. Por exemplo trabalhei V8-Brunei em telegrafia e em SSB nunca o escutei. Até agora, a “cereja em cima do bolo”, foi trabalhar VK7DX com 50W e ter conseguido furar o "pile-up". Também podemos contar e agradecer a iniciativa do NRA e da REP em promover, a exemplo do ano passado, o “Um Dia Nacional do CW” que este ano vai decorrer no dia 15 de Abril. À ARVM que está a realizar mais um curso de telegrafia e esperar que alguns desses colegas apareçam nas bandas para participarem no evento de dia 15. Sem medo e sem “stress”, afinal de contas, somos amadores e se existirem erros (que vão mesmo existir) não vai trazer mal nenhum ao mundo. Não desistam, afinal é simples. RST, nome e…”mais nada”.
segunda-feira, 12 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
domingo, 20 de março de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A telegrafia na era moderna. por Carlos Mourato-CT4RK
Nos tempos que correm, a radiotelegrafia tomou o seu lugar no museu das comunicações, como um meio utilizado no passado, e que embora pese a sua eficácia em termos de fiabilidade de comunicações, foi ultrapassada pelos modos digitais, que permitem movimentar pelo menos a mesma quantidade de informação, mas com sinais mais fracos em termos de SNR. Mesmo em situações de congestionamento, e graças a larguras de banda de apenas alguns Hz por segundo, conseguem-se verdadeiras proezas digitais.
O ouvido humano não consegue ser sensivel a larguras de banda tão estreitas como os modernos sistemas digitais o são. No entanto larguras de banda demasiado estreitas implicam velocidades de transmissão muito lentas, e como tal nem sempre apropriadas a determinados fins, tal como comunicações de socorro e emergência.
Tal avanço tecnológico , a nivel de electronica e software, levou ao abandono por parte dos serviços oficiais, das comunicações em código de Morse. Ao fazerem isso, abandonaram simultâneamente um dos elementos mais importantes, durante mais de uma centena de anos, do panorama das comunicações. A figura impar e sem paralelo dos telegrafistas.
É dos telegrafistas e da telegrafia em relação aos meios modernos de comunicações, que vos venho aqui falar. Desses homens e mulheres, que anónimamente faziam de interface entre dois pontos que necessitavam de comunicar. Muitas vezes essas comunicações salvaram vidas e bens, sem que nunca ninguem conhecesse o verdadeiro rosto do "elo mais forte" da comunicação entre o "salvador" e o "salvado".
Durante quase 200 anos, esses operadores de telegrafia, fosse por radio ou por fios, fizeram o mundo evoluir, levaram boas e más novas aos quatro cantos do mundo. Lançaram pedidos de socorro e gritos de alegria no ar. Tudo em nome dos outros....Em pról dos outros. Eles eram apenas um elo da cadeia. Hoje, apenas os radioamadores lhes prestam homenagem, mantendo em pleno funcionamento emissões radiotelegráficas, com a eficácia de sempre, e sempre prontas a fazer valer os seus insuperáveis valores.
Os serviços comerciais, alheios aos aspecto técnicos, e fiabilidade das comunicações, especialmente as de emergência, sedentos de aliviar despesas com funcionários, acreditando muitas vezes em relatórios de pseudo especialistas que se movimentam num mar de interesses, aconselhando uma mudança para o "digital", embarcando inconscientemente em "modas", colocam cada vez mais de lado o verdadeiro valor do ser humano. Nas comunicações, e em nome da eficácia, os sistemas de radiotelegrafia, mostravam-se demasiado simplistas para sobreviver. Alem disso eram precisos verdadeiros especialistas em telegrafia, para assegurar um serviço eficaz.
Os engenheiros mais jovens, homens com uma visão mais modernista, e que nunca conheceram as verdadeiras virtudes da telegrafia, trataram de implementar a todos os niveis sistemas cada vez mais complexos e automáticos, de modo a dispensarem cada vez mais a capacidade interventiva do ser humano, enquanto elemento de decisão. Construiram autenticas teias, completamente incompreensiveis para uma só pessoa, altamente dependentes de tudo e todos, e cada vez mais complexas técnicamente, o que leva à inevitável perda de controlo sobre todo o sistema.
Por outro lado, a probabilidade de cortes na comunicação por avaria, nos sistemas modernos é imensamente mais elevada do que nos simples sistemas radiotelegraficos utilizados no passado, porque as ligações já não são feitas ponto a ponto, e o elemento principal já não é o ser humano. Hoje uma cadeia de comunicação, entre dois pontos, mesmo que seja a curta distância, implica um manancial enorme de meios técnicos, entre equipamentos e software, e não é raro, que para se comunicar a um ou dois quilometros, através dos sistemas modernos, a informação tenha que percorrer centenas de quilometros, porque a gestão da comunicação é feita num qualquer servidor instalado ninguem sabe bem onde, e muitas vezes num lugar distante, e onde se chega através de varios meios como cobre, feixes hertezianos, fibra óptica etc.
Ora todos esses meios técnicos intermédios, entre dois terminais de comunicação, acabam por serem pontos onde potencialmente pode vir a acontecer uma avaria, e como cada um é um "elo" da cadeia de comunicação, basta uma falha num para que a comunicação se quebre. Não é de desprezar também, que a operação de tais meios, implica operadores com alguma especialização e conhecimentos na área, pois um mau operador, pode comprometer seriamente a eficácia das comunicações nestes meios modernos.
Se a tudo isto juntar-mos uma calamidade natural que comprometa o funcionamento de alguns pontos da cadeia de comunicação, veremos que é um risco elevado, estar dependente dos modernos sistemas de comunicações. Certo é que os meios modernos de comunicação, proporcionam um elevado débito de informação, e são capazes de veicular dezenas, senão centenas de Mbps. Todavia este aspecto é apenas interessante, no ponto de vista comercial, em que o que conta é o comércio de largura de banda versus quantidade de informação. Tambem só é viável em situações pré determinadas, onde os eventos sejam todos previstos e esperados.
Na outra face, existem as situações, em que a grande quantidade de informação não tem interesse e nem sequer é desejável. Falo nos casos das comunicações de emergência, de socorro, de perigo de sinalisação etc. Neste tipo de comunicação, pretende-se trocar ou receber informação através de meios simples e altamente fiáveis. Essa informação deve ser apenas a essencial para permitir a tomada de decisão rápida e inequivoca, com vista a responder prontamente à gravidade do evento.
Deve ser uma informação clara, precisa, sem demoras de interligações e latências, e suportadas por sistemas unicos e simples que comuniquem entre si, de uma forma autónoma, sem recursos a sistemas intermédios, e de preferência completamente controláveis pela capacidade interventiva do ser humano.
É aqui que a radiotelegrafia com os seus transmissores na forma mais simples, e os radiotelegrafistas experientes, como muitos que temos entre nós radioamadores, continuam a mostrar ao mundo e aos "senhores da era digital", que a telegrafia é um meio de comunicação, tão simples como importante, tão fiável como eficaz, que por muito que se tentem justificar os milhões gastos em alta tecnologia, nunca desaparecerá, e fará sempre parte do mundo das comunicações, como a mais simples, rápida, económica, fiável e eficaz maneira de comunicar, mesmo nas condições mais adversas. Todavia as eternas virtudes da radiotelegrafia, não existiam senão fosse a enorme capacidade do cérbero humano de se adaptar aos mais diversos ambientes de escuta, muitas vezes povoados de todo o tipo de ruido, onde apenas o telegrafista experiente e atento, consegue discriminar aquele sinal importante, transmitido de um lugar longinquo, onde alguem tem necessidade de ser escutado.
A todos os radiotelegrafistas, que o são ou que o foram, pela vossa capacidade de comunicar de uma forma tão simples quanto eficaz, por serem capazes de transformar o vosso sentido auditivo, em mensagens entre os homens, por transformarem a ponta dos vossos dedos em sinais de informação claros simples e precisos, pelo lugar impar que ocupam no mundo das comunicações, e por todas as vidas que salvaram, pelas alegrias e tristezas que fizeram chegar ao destino, pelo vosso desinteressado e anónimo trabalho ao longo de quase 200 anos, aqui deixo a minha homenagem como simples cidadão do mundo.
73 de CT4RK
Carlos Mourato
Sines
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
CR6LH - Farol do Cabo Espichel, 2010
Mais uma vez a equipa composta por CT1CSY – Carlos Cortês, CT1GZB – José Luís e CT2JXT – Rafael Cortês reuniu-se para activar o Farol do Cabo Espichel que, apesar de já ter sido activado dezenas de vezes, continua a ser uma referência apetecível agora com a “nova” Refª de CTFF promovida pelos colegas do Algarve DX STAR sendo muito procurada, principalmente por amadores de leste, interessados no Diploma do WWF.
Partimos de Lisboa por volta das 07.30 numa viagem sem percalços com direito a paragem para o habitual cafezinho.
Chegados ao Farol deu-se início à azáfama da montagem das estações. Coube ao CT1CSY subir ao topo do farol para aí instalar um dipolo da “tropa” que trabalha em todas as bandas com o auxílio do sintonizador de antena, o CT1GZB estando lesionado, ficou-se pelas ligações dos cabos e montagem da estação de HF, já o colega CT2JXT, montou a estação dos digitais do qual já é um verdadeiro “expert”.
No que respeita antenas levamos dois dipolos, uma Loop para os vinte metros e uma vertical, tendo esta última brindando-nos com uma avaria, razão pela qual tivemos que recorrer à montagem de um segundo dipolo, opção essa, que nos limitou em termos de eficácia.
No que toca a propagação, este ano, o ILLW teve “azar” já que, três dias antes, a SFI estava a 85 e no fim-de-semana desceu para os 77 o que contribuiu para uma fraca contagem de estações no nosso log.
Estações Portuguesas só contactamos quatro, a saber:
os nossos consórcios da ARVM que prestaram a merecida homenagem ao nosso colega CT2HNI activando o farol do Forte do Cavalo como CS2HNI, já que o colega Artur Gil, era entusiasta deste tipo de activações, CT1EGW, CT1EEK e CU3CY. Apesar de termos visto os spots no cluster das estações CS2010M e CR6FNA, para nosso descontentamento, não os conseguimos escutar já que eram mais dois faróis a contar para o Diploma dos Faróis Portugueses, terá que ficar para a próxima.
A seguir ao almoço de Domingo foi o arrumar da “tralha” e esperar pelo próximo ILLW, neste ou em outro Farol.
Resta-nos agradecer à Marinha Portuguesa na pessoa do Ex.mo CTEN Nuno Rodrigues da Direcção de Faróis as autorizações concedidas e a fantástica hospitalidade e amabilidade do Chefe Faroleiro Marques e do Faroleiro Nuno, qualidades essas que, tão bem a Marinha Portuguesa já nos habituou, mais uma vez obrigado.
Vista do topo do Farol de manhã
Partimos de Lisboa por volta das 07.30 numa viagem sem percalços com direito a paragem para o habitual cafezinho.
Chegados ao Farol deu-se início à azáfama da montagem das estações. Coube ao CT1CSY subir ao topo do farol para aí instalar um dipolo da “tropa” que trabalha em todas as bandas com o auxílio do sintonizador de antena, o CT1GZB estando lesionado, ficou-se pelas ligações dos cabos e montagem da estação de HF, já o colega CT2JXT, montou a estação dos digitais do qual já é um verdadeiro “expert”.
No que respeita antenas levamos dois dipolos, uma Loop para os vinte metros e uma vertical, tendo esta última brindando-nos com uma avaria, razão pela qual tivemos que recorrer à montagem de um segundo dipolo, opção essa, que nos limitou em termos de eficácia.
No que toca a propagação, este ano, o ILLW teve “azar” já que, três dias antes, a SFI estava a 85 e no fim-de-semana desceu para os 77 o que contribuiu para uma fraca contagem de estações no nosso log.
Estações Portuguesas só contactamos quatro, a saber:
os nossos consórcios da ARVM que prestaram a merecida homenagem ao nosso colega CT2HNI activando o farol do Forte do Cavalo como CS2HNI, já que o colega Artur Gil, era entusiasta deste tipo de activações, CT1EGW, CT1EEK e CU3CY. Apesar de termos visto os spots no cluster das estações CS2010M e CR6FNA, para nosso descontentamento, não os conseguimos escutar já que eram mais dois faróis a contar para o Diploma dos Faróis Portugueses, terá que ficar para a próxima.
A seguir ao almoço de Domingo foi o arrumar da “tralha” e esperar pelo próximo ILLW, neste ou em outro Farol.
Resta-nos agradecer à Marinha Portuguesa na pessoa do Ex.mo CTEN Nuno Rodrigues da Direcção de Faróis as autorizações concedidas e a fantástica hospitalidade e amabilidade do Chefe Faroleiro Marques e do Faroleiro Nuno, qualidades essas que, tão bem a Marinha Portuguesa já nos habituou, mais uma vez obrigado.
Vista do topo do Farol de manhã
Uma das estações de CR6LH |
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